Imaginem uma sociedade onde a Democracia é exercida diretamente pelos seus membros, sem representantes permanentes: presidentes, parlamentos ou congressos de qualquer espécie. Grupos de trabalhadores e empresas organizados em federações e confederações cada uma representando uma categoria específica. Comunidades locais gerando suas próprias leis e receita econômica, tudo especificado de forma clara em um contrato a ser assinado pelas partes interessadas. Os primeiros passos para se chegar a um federalismo aos extremos!
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Federalismo Extremo
Movimento Anarquista
O Movimento Anarquista tem como objetivo diluir o poder centralizado em Federações Autônomas propiciando a Democracia Direta e sua principal arma são os votos nulos, brancos e abstenções. Na ultima eleição votos invalidados somaram 10% no total ao qual o Movimento reivindica para si.
Movimento Anarquista não é:
- Crime
- Desordem
- Vandalismo
- Disputa por poder ou privilégios
Anarquismo é um movimento politico que visa a Revolução Social.
Neste primeiro momento as exigências do Movimento são as seguintes:
- Fim do voto obrigatório
- Fim do serviço militar obrigatório
- Fim do governo central/federal
- Redução drástica das maquinas administrativas-governos-Estado
- Total autonomia administrativa, legislativa e tributário aos Municípios
- Tomada das decisões pela população por meio de Plebiscitos.
JUNTEM-SE A NOSSA LUTA VOTE NULO
Não permita que a chama se apague.
Grato por Você existir!
La Cecilia +14 (Legenda pt/br)
Giovanni Rossi, um anarquista italiano, que havia escrito um romance no qual descreve uma comunidade onde todos conviviam livres, sem leis e patrões, encontra-se com o imperador D. Pedro II, que interessado por suas ideias, oferece-lhe um lote de terra num país que ele descreve como jovem e pouco povoado -- o Brasil -- para que Rossi realize a experiência descrita no livro, no estado do Paraná.
Rossi chega ao Brasil com um pequeno grupo e iniciam a colônia La Cecilia.
Ocorre então a proclamação da república e a comunidade terá de lidar com novas leis, e uma nova tratativa por parte do governo recém-estabelecido.
Em La Cecilia terão de lidar com sentimentos possessivos entre si, e tentarão conviver, na prática, com a emancipação feminina, amor livre, e a extinção de paternidade e família.
NÃO RECOMENDÁVEL À MENORES DE CATORZE ANOS.
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Grato por Você existir!
A Revolta De Atlas Parte 2 (Dublado pt-br)
A protagonista Dagny Taggart, vice-presidente operacional da Taggart Transcontinental, uma empresa ferroviária criada pelo seu avô, tenta manter a empresa viva. Seu irmão, James Taggart, presidente da ferrovia, é vagamente consciente dos problemas da empresa, e toma decisões errôneas, como preferindo comprar aço de uma empresa que repetidamente posterga a entrega do metal encomendado. Dagny então passa por cima da autoridade do irmão e compra, para os trilhos de sua empresa, um metal inventado por Hank Rearden, um magnata. Dagny e Hank levam a sério suas ambições e são mostrados como arautos do desenvolvimento e do progresso. Por outro lado, políticos tentam impor cada vez mais controle sobre a sociedade através de medidas populistas. Conforma a interferência estatal vai crescendo, industriais, artistas, cientistas e empresários começam a se rebelar e desaparecer sem deixar pistas, largando seus trabalhos e negócios para trás.
Há uma gíria aparentemente sem sentido, "Quem é John Galt?", repetida como uma resposta quando uma questão difícil é feita. As pessoas não sabem quem é Galt e ainda assim repetem a pergunta, como quem diz "Quem se importa?".
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Liberdade - Um Sonho Brasileiro
Estátua da Liberdade brasileira é uma réplica criada pelo mesmo artista da original que está em Nova Iorque. Como sua dimensão é bem menor que a original foi possível trabalhar com maior riqueza de detalhes tonado-a mais bela que a nova-iorquina.
Ela esta na praça Miami, em Bangu/Vila Kennedy Rio de Janeiro e foi feita em 1899, pelo mesmo artista francês que fez aquela de New York, Frédéric Auguste Bartholdi, por encomenda do Barão do Rio Branco, em comemoração ao 10º aniversário da República do Brasil.
Foi propriedade da família Paranhos até que fosse doada ao governo, em 1940 e, em 1964, Carlos Lacerda mandou colocar onde ela está, uma réplica da original, feita com o mesmo material
A Aliança para o Progresso foi um programa criado por iniciativa do governo Kennedy em 1961, visando o desenvolvimento econômico e social dos países latino-americanos.
Criada após a Revolução Cubana em plena Guerra Fria, a Aliança para o Progresso, ao jogar recursos financeiros, técnicos e humanos na região, pretendia viabilizar reformas e ao mesmo tempo, salvar a América Latina do avanço comunista.
No dia 20 de janeiro de 1964, dia de São Sebastião, foi inaugurada a Vila Kennedy pelo Governador Carlos Lacerda. No projeto seria a primeira comunidade planejada do Rio de Janeiro.
Vila Kennedy, foi o nome colocado em homenagem ao Presidente Kennedy. Foram construídas 5.054 casas! Recorde histórico na construção de conjuntos habitacionais! Boa parte das ruas tem nome de países africanos e músicos.
A área onde foi construída a Vila Kennedy era rural, à margem da Avenida Brasil, trecho antigamente denominado Avenida das Bandeiras. Uma localidade muito distante, isso dificultou muito a vida das pessoas que vieram morar aqui. A falta de transporte era o principal problema e muita das vezes se demorava três horas para se chegar ao trabalho.
No projeto seria implantado um centro artesanal e serviços comunitários, incluindo uma fábrica de costura, lavanderias, granjas, padaria, creche, escolas, quadras de esporte e até piscina, tudo administrado pelos moradores em regime de cooperativa. Técnicos americanos estiveram na Vila Kennedy no ano de 1966 para verificar o andamento das coisas e constataram que nada foi feito.
Na planta da Vila Kennedy, aparece alguns estabelecimentos comunitários como a padaria, lavanderia, cinema e um mercado. O antigo cinema hoje é o atual Teatro Mário Lago administrado pela FUNARJ. Hoje com aproximadamente 100.000 habitantes, 44.000 eleitores, cresceu e ficou muito pouco espaço para o seu crescimento.
Foi uma experiência habitacional que sofreu uma abrupta interrupção da construção de seus complementos urbanos indispensáveis para que ela se tornasse autônoma ficando, assim, independente do centro do Rio. Em 1965, nas eleições para o Governo do Estado, venceu a oposição com Negrão de Lima, do MDB. Foram as últimas eleições estaduais livres e diretas do Regime Militar. Até 1982, quando as eleições voltaram a ser diretas, o povo brasileiro teve por quase 20 anos seus governadores eleitos pelas respectivas Assembleias Legislativas.
Hoje, as favelas já se incorporaram à paisagem urbana do Rio de Janeiro. Por melhores que sejam as melhorias urbanas nas favelas, com policiamento e até teleféricos, as favelas representam um nível de vida abaixo do ideal para o ser humano viver e constituir família. Essa realidade levou ao inchaço perigoso e desumano da cidade do Rio, quando o ideal seria o planejamento urbano, com a descentralização industrial e a construção de conjuntos habitacionais com toda a infra-estrutura necessária, como foi planejada a Vila Kennedy! E, extremamente importante, a construção de linhas do Metrô e a implantação de linhas diretas de ônibus e vans para as áreas periféricas.
Na França, país que doou a Estátua da Liberdade para os Estados Unidos, também existe uma réplica perfeita do monumento, feita pelo mesmo artista, claro que em tamanho muito menor, às margens do rio Sena. Faz parte do tour turístico de Paris (city tour) passar por vários monumentos e símbolos importantes. Um desses monumentos, é a réplica da Estátua da Liberdade.
Para fazer a estátua, Bartholdi contou com a assistência do engenheiro francês Gustave Eiffel, o mesmo arquiteto e conStrutor da Torre Eiffel. Como Maçon, Bartholdi incorporou símbolos maçônicos em seu projeto: a tocha, o livro em sua mão esquerda e o diadema de sete espigões em torno da cabeça. Foi um presente dado aos Estados Unidos, por Napoleão III como um registro histórico do apoio intelectual dado pelos americanos aos franceses na sua Revolução de 1789!
Maçonaria no Brasil - Uma breve história:
D. Pedro I mesmo sendo maçom fechou o "Grande Oriente do Brasil" (associação de Lojas Maçônicas brasileiras) porque a Maçonaria se dividia em dois grupos. Embora ambos os grupos apoiassem fortemente a independência do Brasil, um dos grupos, liderados por José Bonifácio, apoiava a ideia de uma Monarquia Constitucionalista, enquanto que o outro grupo, liderado por Gonçalves Ledo, defendia a proclamação da República.
O grupo republicano, de Gonçalves Ledo, ganhava cada vez mais forças. Assim, D. Pedro I alegando "haver muita divergência entre José Bonifácio e Gonçalves Ledo" (as duas principais lideranças maçônicas na época) simplesmente fechou o Grande Oriente do Brasil.
O Grande Oriente do Brasil só foi oficialmente reaberto no começo do Segundo Império (D.Pedro II).
A crise entre a Igreja Católica e Maçonaria brasileira ocorreu no segundo Império, entre 1872 e 1875. A origem da crise foi que a Igreja buscou se infiltrar na Maçonaria: vários padres se tornaram maçons, e depois começaram a querer impor a religião católica dentro da Maçonaria. A crise se agravou a ponto do Grande Oriente do Brasil expulsar os padres da Maçonaria e o Papa, que acompanhava a crise à distância, condenou (mais uma vez) a Maçonaria. Mesmo assim, D Pedro II não fechou a Maçonaria, o que lhe valeu um desgaste junto a Igreja Católica.
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Estatua Da Liberdade Revelada
Brad Meltzer escritor estadunidense descobriu em suas pesquisas que até os mais simples objetos possui no seu íntimo mensagens secretas na forma de códigos e símbolos, uma equipe de investigadores de ponta integrado por Scott Rolle (Advogado), Buddy Levy (Professor) e Christine Mckinley (Engenheira Mecânica) sai a campo na tentativa de desvenda-los nesta serie do canal History.
A quantidade de significados encontrados na Estatua da Liberdade, objeto focado neste capítulo chega a impressionar e o conjunto total da obra traz a luz um impressionante resultado.
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Grato por Você existir!
Revolution Action - Atari Teenage Riot
Atari Teenage Riot é uma banda alemã formada em 1992 por Alec Empire e Carl Crack, misturando hardcore e tecno suas letras são ásperas de cunho de anarquista.
Agora estamos no Brasil, em meados de 2013 as vésperas das comemorações do "7 de Setembro", em um momento em que o povo demonstra sua total indignação com os "fazendeiros" por meio de manifestações em todo país, hora de reflexão e meditação e nada melhor para ruminar no caminho de casa do que "Revolution Action" de Atari Teenage Riot:
Ato de revolução! (Revolution Action - Atari Teenage Riot)
Ação!!!
É tempo de viver e tempo de morrer!
É tempo de viver e tempo de morrer!
É tempo de viver e tempo de morrer!
É tempo de viver! Ato de revolução!
Quais os nossos objetivos?
Quais os nossos objetivos? Quais os nossos objetivos? Ato de revolução!
Quais os nossos objetivos? Quais os nossos objetivos?
Quais os nossos objetivos? Ato de revolução!
Bem-vindo ao passo um
Não posso mais esperar
Vamos fazer acontecer!
Mais uma investigação da nossa geração
Estou voltado para a Casa Branca
O colapso de um século!
Fui o alvo na Casa Branca
Como uma bala de uma arma
Desperdicei minha vida com um nada
Mas ao menos nós vamos tirar o gosto ruim da boca!
Dope - Voe - Voe - Não pegue isso
Leve isso para longe e eu não vou falsificar isso
Uma promessa em branco - suas palavras
Nada mais que outro passeio ao inferno
Nós temos que fazer valer a pena!
Ato de revolução!
Quais os nossos objetivos?
Ato de revolução!
Quais os nossos objetivos?
Ato de revolução!
Quais os nossos objetivos?
Ato!!!!!!! De revolução!!!!!!
Ato - Revolução - Ato - Revolução!
Nós temos que fazer valer a pena!
Você está pronto?
Um tiro
A dor
Com a faca entre meus dentes
E depois vou te deixar á sangue frio
Estou indo até você
Carl se entregou como uma flecha em chamas
Queimando o regime do terror!
Estou indo até você
Estou indo até você
Com uma arma apontando para minha cabeça
Eu lembrei o que tinha dentro!
Quais os nossos objetivos?
Quais os nossos objetivos?
Quais os nossos objetivos?
Ato de revolução!
Quais os nossos objetivos?
Quais os nossos objetivos?
Quais os nossos objetivos?
Ato de revolução!
Muitas pessoas estão no poder, mas nenhuma delas são um de nós
Pressione a mídia a qualquer hora
Agora me diga: o que há de errado com a gente??
Na garganta do leão eu estou e quero saber!
Rodeado por mim e minha gangue sua vida apenas explode
Quebre no centro aonde está o coração
Você segura o cigarro como se tentasse entender
Mas se a pessoa que está perto de você estiver tirando a verdade de suas mãos??
Ato de revolução!
Ato de revolução!
Quais os nossos objetivos?
Ato!!!!!
Não à destruição de si mesmo!
Não à destruição de si mesmo!
Não à destruição de si mesmo!
Ato de revolução!
Proudhon – Do Princípio Federativo - Capítulo II
Concepção a Priori da Ordem Política: Regime de Autoridade, Regime de Liberdade
Conhecemos os dois princípios fundamentais e antitético de tofos os governos: autoridade. Liberdade.
Em virtude da tendencia do espírito humano a reduzir todas as suas ideias a um principio único, começando por eliminar as que lhe parecem inconciliáveis com este principio, deduzem-se dois regimes diferentes, a priori, destas duas noções primordiais, segundo a preferencia ou a predileção acordadas a uma ou a outra: o regime de autoridade e o regime de liberdade.
Além disso, sendo a sociedade composta de indivíduos, e podendo a relação do indivíduo ao grupo conceber-se, do ponto de vista político, de quatro maneiras diferentes, daí resultam quatro formas governamentais, duas para cada regime
- Regime de Autoridade
A) Governo de todos por um só; Monarquia ou Patriarcado;
a) Governo de todos por todos; – Panarquia ou Comunismo.
O caráter essencial deste regime, nas suas duas formas, é a indivisão do poder.
- Regime de Liberdade
B) Governo de todos por cada um; --Democracia;
b) Governo de cada um por cada um; --Anarquia ou Self-Government *.
O caráter essencial deste regime, nas suas duas formas, é a divisão do poder.
Nada mais, nada menos. Esta classificação dada a priori pele natureza das coisas e pela dedução do espírito é matemático. Em quanto que a política é suposta resultar de uma construção silegística, como a consideraram naturalmente todos os antigos legisladores, não pode ficar aquém dela nem ir além. É notável este simplismo: mestra-nos desde a origem, e sob todos os regimes, o chefe do Estado esforçando-se por deduzir as suas constituições de um único elemento. A lógica e a boa fé são primordiais em política: ora, aí reside precisamente a armadilha.
Observações:
- Sabemos como se estabelece o governo monárquico, expressão primitiva do princípio da autoridade. Os Sr. De Bonald explica-no-lo: é pela autoridade paternal. A família é o embrião da monarquia. Os primeiros Estados foram geralmente as famílias ou tribos governadas pelo seu chefe natural, marido, pai, patriarca, e finalmente rei.Sob este regime, o desenvolvimento do Estado efetuava-se de duas formas:1º pela geração ou multiplicação natural da família, tribo ou raça;2º por adoção, quer dizer, pela incorporação voluntária ou forçada das famílias e tribos circunvizinhas, mas da maneira que as tribos reunidas se tornassem com a tribo mãe uma só família, uma mesma domesticidade. Este desenvolvimento do estado monárquico pode atingir enormes proporções, indo até às centenas de milhões de homens, dispersos por centenas de milhares de léguas quadradas.A panarquia, pantocracia ou comunidade, forma-se naturalmente pela morte do monarca ou chefe da família e a declaração das pessoas, irmãos, filhos ou associados de continuarem indivisos, sem haver eleições de um novo chefe. Esta forma política é rara, mesmo se há exemplos, a autoridade é aí mais pesada e o individualismo mais oprimido que em nenhuma outra. Não foi adotada senão pelas associações religiosas, que, em todos os países e em todos os cultos, tendem à destruição da liberdade. Mas a ideia desta forma é-nos fornecida a priori, do mesmo modo que a ideia monárquica; ela encontrará a sua aplicação nos governos de fato, e devíamos mencioná-la pelo menos para memória.Assim a monarquia, fundada naturalmente, justificada em consequência pela sua ideia, tem a sua legitimidade, e a sua moralidade assim é também para o comunismo. Mas veremos dentro em pouco que estas duas variantes do mesmo regime não podem, não obstante os seus dados concretos e a sua dedução racional, manter-se no rigor do seu princípio e na pureza da sua essência, que estão condenadas consequentemente a conservarem-se sempre no estado hipotético. De fato, não obstante a sua origem patriarcal, o seu temperamento afável, a suas afetação de absolutismo e de direito divino, a monarquia e a comunidade, conservando no seu desenvolvimento a sinceridade do tipo, não se encontram em parte alguma.
- Como se estabelece, por seu lado, o governo democrático, expressão espontânea do princípio de liberdade? Jean-Jacques Rousseau a a Revolução ensinaram-no-lo: pela convenção. Aqui a fisiologia não existe: o Estado aparece como o produto, não da natureza orgânica, da carne, mas da natureza inteligível, que é o espírito.Sob este outro regime, o desenvolvimento do Estado tem lugar por acessão ou adesão livre. Do mesmo modo que os cidadãos se presume terem todos assinado o contrato, o estrangeiro que entra na cidade é considerado como tendo por sua vez aderido a ele: é sob esta condição que ele obtém os direitos e as prerrogativas de cidadão. Se o Estado tem de suportar uma guerra e se torna conquistador, é levado pelo seu princípio a conceder às populações conquistadas os mesmos direitos dos quais gozam os seus próprios nacionais: é o que se chama isonomia. Tal era entre os romanos a concessão do direito de cidade. As próprias crianças pressupõe-se, quando atingem a maioridade, terem jurado o pacto; não é por serem filhos de cidadãos que se tornam por sua vez cidadãos também, como na monarquia os filhos dos súditos são súditos por nascimento, ou como nas comunidades de Licurgo e Platão eram propriedade do Estado: para ser membro de uma democracia, é preciso, por direito, independentemente na qualidade de ingênuo, ter feito escolha do sistema liberal.A mesma coisa acontece na acessão de uma família, de uma cidade, de uma província: é sempre a liberdade que é o princípio e que lhe fornece os motivos.Deste modo, ao desenvolvimento do Estado autoritário, patriarcal, monárquico ou comunista, opõe-se o desenvolvimento do Estado liberal, contratual e democrático. E como não há limite natural à extensão da monarquia, o que em todos os tempos e em todos os povos tem sugerido a ideia de uma monarquia universal ou messiânica, também não há tão pouco limite natural à extensão do Estado democrático, o que sugere igualdade a ideia de uma democracia ou república universal.Como variante do regime liberal, assinalei a ANARQUIA ou governo de cada um por si próprio, em inglês self-government. Como a expressão de governo anárquico implica uma espécie de contradição, a coisa parece impossível e a ideia absurda. Não há no entanto que retomar aqui senão a linguagem: a noção de anarquia, em política, é tão racional e positiva como qualquer outra. Consiste em que, reduzida as funções políticas às funções industriais, a ordem social resultaria da simples existência de transações e trocas. Todos poderiam então dizer-se autocratas de si próprio, o que é extremo oposto do absolutismo monárquico.Do mesmo modo, ou mais, que a monarquia e o comunismo, fundados na natureza e na razão, têm a sua legitimidade e a sua moralidade, sem que nunca possam realizar-se no rigor e na pureza da sua noção; assim, a democracia e a anarquia, fundadas na liberdade e no direito, prosseguindo um ideal relacionado com o seu princípio, tem a sua legitimidade e a sua moralidade. Mas veremos também que, a despeito da sua origem jurídica e racionalista, elas não podem, na mesma forma, quando crescem em população e território, manter-se no rigor e na pureza de sua noção, e estão condenadas a ficar no estado de desiderata perpétuos. Apesar do atrativo poderoso da liberdade, nem a democracia nem a anarquia, na sua plenitude e na integralidade da sua ideia, se constituíram em algum lugar**
Proudhon – Do Princípio Federativo - Capítulo I
Dualismo Político – Autonomia e Liberdade: Oposição e Conexão destas duas Noções
Antes de dizer o que se entende por federação, convém relembrar em poucas páginas a origem e a filiação desta ideia. A teoria do sistema federativo é inteiramente nova: creio mesmo poder afirmar que ainda não foi apresentada por ninguém. Esta, contudo, intimamente ligada à teoria geral dos governos, mais precisamente, é a sua conclusão necessária.
Entre tantas constituições que a filosofia propõe e que a história mostra na prática, só uma reúne as condições de justiça, ordem, liberdade e de duração sem as quais a sociedade e o indivíduo não podem viver. A verdade é única como a natureza: seria estranho que fosse de outro modo para o espírito e para a sua obra mais grandiosa, a sociedade. Todos os jornalistas admitiram esta unidade da legislação humana, e, sem negar a variedade de aplicações reclamada pela diferença de tempos e lugares e a natureza própria de cada nação; sem desconhecer o lugar próprio, que em todo o sistema político deve ser concedido à liberdade, todos se esforçaram para adaptar as suas doutrinas a ela. Tento mostrar que esta constituição única, cujo reconhecimento será o maior esforço de razão dos povos, não é outra senão o sistema federativo. Toda a forma de governo que se afaste dele deve ser considerado como uma criação empírica, esboço provisório, mais ou menos cômodo, sob o qual a sociedade se abriga um instante, e que, semelhante à tenda do Árabe, desaparece de manha depois de ter sido montada à noite. Uma análise rigorosa é pois aqui indispensável, e a primeira verdade que é importante que o leitor fique convicto com essa leitura, é a de que a política, infinitamente variável como arte de aplicação, é, quanto aos princípios que a regem, uma ciência de demonstração exata, nem mais nem menos que a geometria ou a álgebra.
A ordem política repousa fundamentalmente em dois princípios contrários, a AUTORIDADE e a Liberdade: o primeiro iniciador, o segundo determinante; este tendo por corolário a liberdade de pensamento, aquele a fé que obedece.
Contra esta primeira proposição, não penso que uma só voz se possa levantar. A Autoridade e a Liberdade são tão antigas como a raça humana: nascem conosco, e perpetuam-se em cada um de nós. Notemos apenas uma coisa, a que poucos leitores atentaram: estes dois princípios formam, por assim dizer, um par cujos termos, indissoluvelmente ligados um ao outro, são contudo irredutíveis um ao outro e permanecem, independentemente do que façamos, em luta perpétua. A Autoridade supõe necessariamente uma Liberdade que a reconheça ou a negue; a liberdade por seu lado, no sentido político do termo, supõe igualmente uma autoridade que lide com ela, a reprima ou a tolere. Suprima-se uma das duas, a outra não faz mais sentido: a autoridade, sem uma liberdade que discuta, resista ou se submeta, é uma palavra vã; a liberdade, sem uma autoridade que a equilibre, é um contra-senso.
O princípio de autoridade, princípio familiar, patriarcal, magistral, monárquico, teocrático, tendente à hierarquia, à centralização, à absorção, é dado pela natureza, por conseguinte, essencialmente fatal ou divino, como quisermos. A sua ação, combatida, dificultada pelo princípio contrário, pode indefinidamente ampliar-se ou restringir-se, mas sem nunca poder desaparecer.
O princípio de liberdade, pessoal, individualista crítico; agente de divisão, eleição, transação, é dado pelo espírito. Princípio essencialmente arbitral por consequência, superior à Natureza da qual se serve, ao destino que domina; ilimitado nas suas aspirações; suscetível, como o seu oposto, de extensão e de restrição, mas também do mesmo modo que ele incapaz de se esgotar pelo desenvolvimento, como de desaparecer pela derrota.
Surge daí que em toda a sociedade, mesmo a mais autoritária, uma parte é necessariamente deixada à liberdade; igualmente em toda a sociedade, mesmo a mais liberal, uma parte é reservada à autoridade. Esta condição é absoluta; nenhuma combinação política se lhe pode eximir. A despeito do entendimento cujo esforço leva incessantemente a resolver a diversidade na unidade, os dois princípios continuam presentes e sempre em oposição. O movimento político resulta da sua tendência inelutável e da sua mútua reação.
Tudo isto, confesso-o, não tem talvez nada de novo, e mais de um leitor me perguntará se é tudo o que tenho para lhe ensinar. Ninguém nega nem a Natureza nem o Espírito, mesmo com a obscuridade que os possa envolver; não há um só jornalista que se pronuncie contra a Autoridade ou a Liberdade, mesmo se a sua conciliação, a sua separação e eliminação parecem igualmente impossível. Onde quero então chegar, debatendo este lugar comum?
Vou dizê-lo: é que toda as constituições políticas, todo os sistemas de governo, incluindo o federalismo, podem resumir-se a esta fórmula, o Equilíbrio da autoridade pela liberdade e vice-versa; é devido a isso que as categorias adotadas desde Aristóteles pela imensidão dos autores e com a ajuda dos quais os governos se classificam, os Estados se diferenciam, as nações se distinguem, monarquia, aristocracia, democracia etc., neste caso exceto o federalismo, reduzem-se a construção hipotéticas, empíricas, nas quais a razão e a justiça não obtêm senão uma satisfação imperfeita: é que todos estes estabelecimentos, fundados sobre as mesmas coordenadas incompletas, diferentes somente pelos interesses, os pressupostos, a rotina, no fundo assemelham-se e equivalem-se; é que deste modo se não fosse o mal-estar causado pela aplicação desses falsos sistemas, e cuja paixões irritadas, interesses ofendidos, amores próprios decepcionados se acusam mutuamente, nós estaríamos quanto ao essencial das coisas, muito próximo de um entendimento; por último, que todas estas divisões de partidos entre as quais a nossa imaginação cava abismos, todas estas divergências de opinião que nos parecem insolúveis, todos estes antagonismos de sorte que nos parecem sem remédio, encontrariam de repente a sua equação definitiva na teoria do governo federativo.
Quantas coisas, direis vós, em uma oposição gramatical: AUTORIDADE-Liberdade!..._Pois bem! Sim. Reparei que as inteligências comuns, que as crianças apreendem melhor a verdade transportada para uma fórmula abstrata do que desenvolvida em uma volume de dissertações e de fatos. Quis ao mesmo tempo resumir este estudo para aqueles que não podem ler livros, e torná-lo mais peremptório trabalhando com noções simples. AUTORIDADE, Liberdade, duas ideias opostas opostas uma à outra, condenadas a viver em luta ou a desaparecer juntas: eis algo certamente que é difícil. Tenha tão a paciência de ler, leitor amigo, e se compreendeu este primeiro e curto capítulo, depois ma dirá o seu parecer*.
Nota:
* Proudhon formula neste primeiro capítulo uma antinomia cuja existência é indubitável. Não procura uma síntese para resolve-la à boa maneira da tricolomia hegeliana, mas tão só equilibrá-la, contrapesar os dois termos antitéticos. Como se verá, não obstante, chegará pelos dois caminhos ao mesmo ponto, ao contrato, solução que já havia apresentado na obra 1851, Idée Générale de la Révolution dans le XIX siècle. (N. Do T.)
Proudhon – Do Princípio Federativo PDF
Qual é o destino de nossos tributos?
O Brasil tem uma das maiores cargas tributarias do mundo, portanto deveríamos usufruir também do melhor sistema de saúde do mundo assim como da melhor educação, melhor infra-estruturas no nosso bairro e assim por diante, porem não é isso que vemos. Uma pista para este ocorrido esta no fato de que dos impostos que pagamos, cerca de 70% vão para a União (para Brasília), 25% para os Estados e, apenas 5% ficam com os Municípios e o que é feito com os 70% de nosso dinheiro?
Existe uma lei constitucional relacionada ao “Fundo de Participação dos Municípios” onde a prefeitura fica aguardando a liberação desta verba que é calculada por numero de habitante muitas vezes obedecendo a critérios políticos e da boa vontade do Presidente da República. A maneira como “nossos” ilustres governantes criam leis a qual temos que engolir a seco é no mínimo sinistra a solução para o problema é sem duvida o “Federalismo Municipalista”.
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